Blogs:

http://jorgedasnevespoesiasonora.blogspot.com

http://poesiasdeamordojorge.blogspot.com

http://jorgedasnevestrovasilustradas.blogspot.com

http://georgapoemo.blogspot.com

 

GIRANDO O CARROSSEL

 

Venho fazer girar o carrossel,

falar de amor, de sonhos, fantasias,

transcrever para a tela o que o papel

deixaria perder-se em  ventanias.

 

Ante teus olhos trago os pensamentos,

inspirações girando nas imagens,

o que se passa nos meus bons momentos,

nos meus recolhimentos e viagens.

 

E vou girando assim a minha roda,

compondo versos sem perder o encanto,

sem me afastar do que estiver em moda,

pondo alegria onde estiver o pranto.

 

Jo®ge das Neves

poeta@infolink.com.br

 

EM ÓRBITA

 

Há mistérios de Amor no carrossel

da Lua Branca linda entre as estrelas.

Fito-as em transe, só para entendê-las,

e cavalgando vou no meu corcel.

 

O mistério das águas também sinto

e o sintonizo em cada amanhecer.

Mesmo sabendo que é profundo ver,

alguma coisa atrai-me pelo instinto.

 

O que serei se eu reciclado for?

Renascerei qual Fênix mais bela?

Em que planeta ou mundo de aquarela

há de surgir um transformado Amor?

 

Estou em órbita!... Navego assim

como uma nuvem branca sem proposta.

Em que momento chegará resposta

nesse Universo? Que será de mim?

 

Jo®ge das Neves

poeta@infolink.com.br

 

 

MARILENA e JORGE

Aniversário de csamento

 

É muito lindo ter cinqüenta e um

comemorando o casamento nosso.

Igual ao nosso vejo amor nenhum

e assim rimando extravasar eu posso.

 

Há mais histórias antes desta data,

há namoro e noivado, amor no bonde,

passeios respeitosos pela mata

e aqueles beijos que a moral esconde.

 

Romântico é o amor de antigamente,

anos dourados, bailes e cinema,

ida ao Silvestre, à Quinta, muita gente,

segurança e espaços sem problema...

 

Mas não paramos presos ao passado,

vamos levando nossa vida e o mundo.

Nosso amor é de flores decorado

por sentimento próspero, profundo.

 

Jo®ge das Neves

poeta@infolink.com.br

Aniversário de casamento

7 de janeiro

1956 <> 2007

 

Hás de saber...

 

Será que os céus contemplam borboletas,

as flores dos jardins, os passarinhos,

pessoas amarelas, brancas, pretas

e os animais cumprindo seus caminhos?

 

Será que os céus vigiam aviões,

navios pelo mar, os trens nas linhas?

Os mortos enterrados, os ladrões,

as pessoas nojentas e daninhas?

 

Será que os céus descobrem meus amores,

minhas paixões, manias repentinas,

os gritos meus (contidos dissabores),

minhas carências nunca cristalinas?

 

Se os céus descobrem tudo, sou feliz,

porque jamais escondo o que me vem

no coração e n’alma, e sempre quis

que os céus me dêem o meu céu também.

 

Esse meu céu dividirei contigo,

porque tu lês meus versos, dia a dia,

e tens por eles um amor antigo,

e o amor em mim é teu... e eu nem sabia.

 

Jo®ge das Neves

poeta@infolink.com.br

 

 

MADRUGADA

 

A vida me sorri, como lá fora...

Há flores, canta alegre a passarada,

uma data qualquer se comemora...

Comemoro você na madrugada!

 

Há projetos de vida, sonho e riso,

uma história feliz, outra engraçada,

trazendo sua imagem, de improviso...

Improviso você na madrugada!

 

Relembro encontros, beijos, os abraços;

na memória, uma frase apaixonada,

embolo pelas horas e os espaços...

Embolo com você na madrugada!

 

Uma casa flutua... Lentamente

navega alguma casa assim sonhada

e então me vejo nela sorridente...

Navego com você na madrugada!

 

Acordo no vazio desse sonho

ouvindo a sua voz , frase encantada,

e, de repente, a meditar me ponho...

Medito sem você na madrugada!

 

A madrugada é mágico momento,

pois sinto uma saudade aqui deitada...

Abro a janela e chamo pelo vento

para trazer você na madrugada!

 

Jo®ge das Neves

poeta@infolink.com.br

 

 

SEGUIR-TE-EI

 

Para onde vais, sem eu poder ficar?

Claro que vou no rastro da Beleza

que esparamas por onde vais passar,

eu te seguindo em máxima destreza.

 

Teus passos seguirei como um cãozinho

de olhos pregados nas passadas tuas,

e o meu olfato irá pelo caminho

roubando o teu perfume pelas ruas.

 

Claro que vou sem me ligar nas horas,

sem qualquer sede ou fome, simplesmente

parando gentilmente e, se demoras,

prego em teu corpo os olhos reluzentes.

 

Sigo-te assim e seguirei feliz,

sem pressa de chegar ou de voltar,

Sem ti a vida perderá matiz:

Para onde vais, sem eu poder ficar?

 

Jo®ge das Neves

poeta@infolink.com.br